CopyPost ou bot próprio: o que compensa mais para encaminhar posts
Servidor, memória, banimento de contas, posts perdidos, álbuns e edições — vemos quanto custa de verdade um bot caseiro para encaminhar posts no Telegram.
“Mas isso são dez linhas de Python” — é assim que começa quase todo bot caseiro para encaminhar posts. A primeira versão sai mesmo numa noite: o bot vê um post novo no canal de origem e o copia para o seu canal. Os problemas vêm depois — quando um álbum se desmancha em posts separados, quando a conta pela qual o bot lê os canais para de funcionar sem aviso, quando o post de um canal grande simplesmente não chega.
Reunimos tudo aquilo com que esbarra quem tem um bot próprio: onde manter o servidor, quanta memória o bot consome, por que contas são banidas, por que mensagens se perdem e o que acontece com edições e exclusões. E comparamos com honestidade com o que o CopyPost faz — incluindo o que ele não faz.
Bot ou conta: a primeira bifurcação #
Antes de escolher o servidor, você vai ter que decidir em nome de quem o seu programa vai ler os canais.
Um bot comum do @BotFather é o jeito oficial e seguro de automação. Mas ele tem limitações duras:
- ele só vê os posts dos canais aos quais foi adicionado como administrador. O canal de outra pessoa, mesmo público, o bot não consegue ler;
- as mensagens de outros bots nos grupos ele vê só em parte;
- baixa arquivos de no máximo 20 MB e envia no máximo 50 MB — um vídeo longo ele consegue encaminhar ou copiar como está, mas não consegue alterar (digamos, pôr uma marca d’água): para isso, ele teria que baixá-lo;
- escreve num chat no máximo uma vez por segundo, e num grupo, no máximo 20 mensagens por minuto.
Por isso, quase todo mundo que junta notícias de canais alheios passa para uma conta de usuário — uma conta comum do Telegram controlada por um programa (chamada de userbot). Ela vê tudo em que está inscrita, mas com ela vêm os riscos de que falamos abaixo. Mais sobre a diferença no artigo Userbot ou bot.
O CopyPost trabalha tanto com bots quanto com contas, e dá para combiná-los: por exemplo, ler com uma conta e publicar com um bot administrador do seu canal. Assim a conta vê tudo, os posts saem em nome do próprio canal (não do bot), e o bot, se for preciso, é fácil de substituir.
Onde manter o servidor #
O Telegram mora em três cidades #
Os servidores do Telegram ficam em Miami, Amsterdã e Singapura. Cada conta está “registrada” em um desses data centers — o data center é escolhido no cadastro conforme o lugar de onde você se cadastrou (o Telegram pega o mais próximo), e você mesmo não consegue trocá-lo — mudar a conta de data center só o próprio Telegram pode. Por isso, as contas cadastradas na Europa e na CEI costumam morar em Amsterdã.
O que isso significa para um bot próprio:
- é melhor manter o servidor perto do data center da conta. Cada requisição ao Telegram vai até lá e volta; de um servidor na Holanda até Amsterdã são poucos milissegundos, de outro continente, dezenas e centenas;
- os arquivos ficam no data center de quem os enviou. Se o vídeo foi enviado ao canal por uma conta registrada em Singapura e a sua mora em Amsterdã, o programa abre uma conexão separada com Singapura para baixar esse vídeo;
- se você tem várias contas de regiões diferentes, um servidor só para todas vai ficar longe de pelo menos um data center.
Em casa e no “seu” país pode não funcionar #
Manter o bot no computador de casa ou num servidor num país onde o Telegram sofre restrições é uma má ideia. Em 2026, na Rússia, o Telegram primeiro foi desacelerado e em abril, bloqueado em massa; ele também está bloqueado na China e no Irã. Um bot que perde a conexão com o Telegram perde também os posts.
Ou seja, é preciso um servidor alugado num país onde o Telegram funciona sem restrições. Os menores custam 4–6 dólares por mês (512 MB – 1 GB de memória, um núcleo — por exemplo, na DigitalOcean). Os preços mudam: a Hetzner, popular entre desenvolvedores, os aumentou em abril e de novo em junho de 2026, e servidores em Amsterdã ela nem tem.
No CopyPost, a escolha do local e a conexão com os data centers certos são problema nosso. Você não aluga servidor, não fica de olho no pagamento dele e não se muda se o provedor aumentou os preços ou se o Telegram parou de abrir no país.
Quanta memória o bot vai comer #
Num servidor de 5 dólares a memória é pouca, e as bibliotecas usadas para escrever bots a consomem de jeitos bem diferentes. Medições independentes quase não existem — abaixo está o que conseguimos encontrar e as nossas próprias medições.
| Biblioteca | Linguagem | Memória | De onde vem o número |
|---|---|---|---|
| python-telegram-bot | Python | ~40 MB | nossa medição: processo sem conexão |
| Telethon | Python | ~63 MB | nossa medição: cliente criado, não conectado |
| Kurigram (substituto do Pyrogram) | Python | ~68 MB | nossa medição, mesmas condições |
| aiogram | Python | ~167 MB | nossa medição, uma execução |
| mtcute | TypeScript | “menos de 50 MB” | palavra dos autores |
| TDLib | C++ | até ~10 MB por conta | estimativa do desenvolvedor |
| gotd | Go | “150 KB por cliente sem carga” | palavra dos autores |
O importante é que esse é o limite inferior: as nossas medições foram feitas antes da conexão com o Telegram, quando o programa ainda não sabe nada dos seus canais, e os números dos autores, com carga pequena. Depois a memória cresce:
- no Telethon há reclamações de que, quando umas dez contas rodam num mesmo programa, com um certo erro a memória cresce vários megabytes por segundo; um bot de RSS baseado nele, que atende mais de 6.000 feeds, ocupa uns 350 MB num servidor de um núcleo;
- no TDLib, segundo relatos de usuários, o programa em que a conta só recebe mensagens consome cada vez mais memória até cair, em algumas dezenas de horas, e o banco de dados do TDLib em disco, no caso de um usuário, chegou a 18,7 GB.
Na prática, isso quer dizer que o bot próprio precisa ser reiniciado de tempos em tempos e que é preciso ficar de olho no espaço em disco — senão, uma noite ele cai, e você descobre de manhã, pelo canal vazio.
Há também um risco mais sério: bibliotecas morrem. O Pyrogram está abandonado desde dezembro de 2024, e o Telethon, em fevereiro de 2026, saiu do GitHub para outra plataforma. Enquanto isso, o Telegram continua mudando: só a Bot API, sozinha, recebeu 13 atualizações desde o início de 2025, e versões antigas do protocolo o Telegram já desativou — depois disso, programas com versões antigas das bibliotecas deixavam de conseguir entrar na conta.
Banimento de contas #
Esse é o grande medo de quem lê canais com uma conta de usuário — e com razão.
O que o próprio Telegram diz #
- Todas as contas que entram por programas não oficiais ficam automaticamente sob observação. Por flood, spam e inflar inscritos ou visualizações — banimento para sempre, e a recuperação só por e-mail para uma pessoa de verdade.
- Se a conta for denunciada como spammer, ela é restringida: só dá para escrever para quem salvou o seu número ou escreveu primeiro. Na primeira vez, por alguns dias; depois, por mais tempo.
- Desde 2025, uma conta pode ser “congelada”: ela fica só para leitura e, se a apelação não for aceita, é apagada.
- Os desenvolvedores do Telethon recomendam com todas as letras não usar contas novas e números virtuais para automação: o Telegram as bane com mais facilidade e muda as regras sem aviso.
Restrições invisíveis #
O Telegram não publica limites exatos, mas, quando eles são ultrapassados, responde “espere N segundos”. Um bot caseiro muitas vezes lida com isso em silêncio: se a espera for de até um minuto, o Telethon, por padrão, simplesmente espera sem avisar nada, e, numa espera mais longa, gera um erro. Pior é a restrição “por spam”: na resposta, o Telegram não diz quanto tempo ela vai durar, e novas tentativas não ajudam. Mais um teto escondido: uma conta sem Premium pode participar de no máximo 500 canais e supergrupos.
O que o CopyPost faz — e o que não faz #
Com honestidade: nenhum serviço pode garantir que a conta não será banida. Quem decide é o Telegram, e, se a conta manda spam, ela vai ser bloqueada em qualquer lugar. Mas muitos banimentos e perdas acontecem não por spam, e sim por um comportamento descuidado do programa. Aqui o CopyPost assume o trabalho:
- respeita as pausas do Telegram automaticamente. Se o Telegram pede para esperar, o CopyPost espera exatamente esse tempo (até 15 minutos) e não o bombardeia com novas requisições. Se a pausa for mais longa, o post não fica horas esperando, e sim é pulado, e você vê no painel uma mensagem clara: “o Telegram restringiu o envio desta conta por mais N — mensagem pulada”;
- a pausa de uma conta não para as outras, e as novas tentativas de envio acontecem em intervalos crescentes;
- conecta-se abertamente. A conta entra como o aplicativo CopyPost, com um
api_id(é o número do aplicativo no Telegram) emitido para o próprio CopyPost, e não se passa por um programa de outra pessoa. Se quiser, dá para informar oapi_ide oapi_hash(número e chave) do seu próprio aplicativo, obtidos no my.telegram.org; - avisa na hora. Se a conta for desconectada, bloqueada, congelada ou removida de um chat, o bot de serviço do CopyPost escreve para você, e no painel a conta fica marcada — você não vai descobrir o problema uma semana depois, pelo canal vazio.
O nosso conselho é o mesmo dos desenvolvedores das bibliotecas: para encaminhar, crie uma conta separada, não a pessoal, e não a inscreva em centenas de canais num dia.
Por que os posts se perdem #
Esse é o problema mais desagradável de um bot próprio: ele funciona, não há erros, mas parte dos posts simplesmente não está no seu canal.
O Telegram não manda tudo #
O Telegram não é obrigado a entregar cada atualização na hora. A documentação dele diz com todas as letras que, para alguns canais, ele pode mandar as atualizações (posts novos, edições, exclusões) com menos frequência ou parar de vez, e que o programa deve pedir por conta própria o que faltou. Bots caseiros normalmente não fazem isso — e, na prática:
- no Telethon há reclamações de que os posts novos chegam de um canal de teste com dois inscritos, mas não chegam de um canal público com 500 mil. Uma solução nunca apareceu: em fevereiro de 2026, na mudança do projeto, essa reclamação foi fechada como “não planejado”;
- no GramJS, os eventos de um canal param de chegar depois de alguns segundos se não houver “interação” com o canal;
- a gambiarra de outro relato — forçar a biblioteca a pedir as atualizações com mais frequência — faz o programa cair por falta de memória depois de umas 10 horas.
No CopyPost, o recebimento normal é complementado pela recepção turbo: a conta consulta por conta própria até 10 canais duas vezes por segundo e pega os posts que o Telegram ainda não mandou. A recepção turbo é grátis em qualquer plano. Para bots funciona uma salvaguarda parecida — a cada segundo, o bot verifica por conta própria três dos canais que lê, alternando entre eles.
Reiniciou — e os posts sumiram #
O servidor reiniciou, o programa caiu, a internet caiu. O que aconteceu nesse meio-tempo?
- para um bot comum, o Telegram guarda as atualizações não recebidas por no máximo 24 horas;
- no Telethon, a recuperação do que foi perdido vem desativada por padrão — sem ela, tudo o que saiu durante a parada se perde;
- eventos muito antigos o Telegram apaga, e aí não tem mais como recebê-los.
No CopyPost, depois de uma queda de conexão ou de uma reinicialização, o serviço pede por conta própria o que foi perdido em cada canal lido pelos seus pipelines (é assim que o CopyPost chama o conjunto “de onde — para onde — com quais regras”). Um post recebido é primeiro gravado em disco e só depois é considerado recebido — por isso ele sobrevive até a uma queda do servidor. E não se duplica: o CopyPost lembra quais cópias já foram publicadas, e cada envio tem a sua marca, então o Telegram não aceita a repetição.
Uma limitação, para sermos honestos: se a conta ficou indisponível por mais de uma hora, os posts com mais de uma hora o CopyPost não publica — para que, depois de uma parada longa, não despenque no seu canal um monte de notícias velhas.
O álbum se desmanchou #
Um álbum no Telegram são várias mensagens separadas com um número de grupo em comum. O bot as recebe uma a uma e precisa juntá-las de novo; normalmente o bot espera as demais partes por mais ou menos meio segundo, e, se o álbum for grande ou a rede estiver lenta, parte das fotos não chega a tempo — e o álbum se desmancha. No seu canal aparecem três posts com uma foto cada, em vez de um com três.
O CopyPost também não espera as partes do álbum para sempre, mas espera mais — até alguns segundos, se as partes chegam com atraso — e as publica como um post só. E, se uma foto se atrasar tanto que o álbum já saiu, ela sai como um post separado — nada se perde nem se duplica.
O que não dá para encaminhar de jeito nenhum #
O Telegram não deixa copiar mensagens de serviço, mídia paga, sorteios e faturas, e de canais com proteção contra encaminhamento não deixa encaminhar nada. E, se várias mensagens forem encaminhadas de uma vez, numa só requisição, essas mensagens às vezes são puladas em silêncio. Mensagens de serviço, mídia paga, sorteios e faturas o CopyPost também não copia. Já os posts de um canal protegido ele publica de novo no modo “Cópia” (o post sai como novo, sem a etiqueta “Encaminhada de”), com os arquivos enviados de novo. Mas o importante é pelo menos saber que o post não chegou: no CopyPost, o último erro de entrega aparece no pipeline, com o texto em russo e o horário, e no registro dos últimos três dias aparece cada entrega e quanto tempo ela levou.
Edições e exclusões #
O autor do post corrigiu um erro de digitação ou apagou uma notícia — seria bom que a sua cópia mudasse também. Para um bot próprio, isso é um bom pedaço de trabalho à parte:
- os números das mensagens são próprios de cada chat, por isso é preciso guardar qual cópia corresponde a qual original e não perder esses registros ao reiniciar;
- a Bot API não avisa de jeito nenhum sobre a exclusão de posts em canais, e o bot só pode apagar a própria cópia dentro de 48 horas;
- a uma conta de usuário, o Telegram avisa das exclusões “não 100%”, e, em chats privados e grupos pequenos, até sem dizer em qual chat foi a exclusão.
No CopyPost, edições, exclusões e fixados são repetidos seguindo a origem, e, se um post na origem responde a outro post ou tem um link para ele, a cópia no seu canal também vai responder à sua cópia daquele post ou ter um link para ela. A exceção é o modo “Encaminhamento” (com a etiqueta “Encaminhada de”): as edições não chegam a essas cópias, e os links nelas não são trocados, porque o Telegram não deixa alterar mensagens encaminhadas (já exclusões, fixados e respostas funcionam lá também).
Segurança e os seus dados #
Uma pergunta justa para qualquer serviço: o que ele vê?
Para ler canais em nome da sua conta, o CopyPost guarda a chave de sessão dela (com ela o programa continua na conta sem entrar de novo) — como qualquer programa que você deixou entrar, inclusive o seu próprio bot. Por isso mesmo recomendamos uma conta separada para encaminhar. Dá para remover a conta do CopyPost a qualquer momento: o serviço primeiro encerra a sessão no Telegram e depois apaga as chaves. Você também pode encerrá-la por conta própria — no Telegram, na seção de sessões ativas.
O texto dos posts o CopyPost guarda só enquanto entrega — normalmente segundos. A correspondência entre originais e cópias (sem o texto) é guardada por 30 dias, para repetir edições e exclusões. Não há rastreadores, e os dados são passados só ao Telegram, aos provedores de hospedagem em cujos servidores o serviço roda e aos seus próprios webhooks — endereços para onde você mesmo pediu que os posts fossem enviados.
Um bot próprio no seu próprio servidor dá controle total — mas toda a responsabilidade para que o servidor não seja invadido e a chave de sessão não vaze também é sua.
Quanto custa #
| Bot próprio | CopyPost | |
|---|---|---|
| Servidor | US$ 4–6 por mês, mais a escolha do local | não é necessário |
| Desenvolvimento | de uma noite a semanas — dependendo de álbuns, edições, mídia | nenhum |
| Manutenção | reinicializações, atualizações de bibliotecas, olho na memória e no disco | por nossa conta |
| Posts perdidos | pedir de novo por conta própria | pedidos de novo automaticamente, mais a recepção turbo |
| Álbuns, edições, exclusões | escrever você mesmo | funcionam de cara |
| Limites do Telegram | tratar você mesmo, muitas vezes em silêncio | respeitados automaticamente, erros visíveis no painel |
| Banimento ou saída da conta | você descobre pelo canal vazio | mensagem do bot do serviço |
| Preço | o tempo do desenvolvedor | três contas grátis, cada três a mais — 231 Estrelas por 30 dias (a partir de quatro pacotes numa só compra, com desconto) |
Pipelines — quantos quiser em qualquer plano, inclusive no grátis, e a velocidade é a mesma em todos. O pagamento é com Estrelas do Telegram, e dá para pedir reembolso em até 14 dias a partir do pagamento, se o serviço não foi usado ou não funcionou por culpa nossa.
Quando um bot próprio compensa mesmo assim #
Não vamos fingir que todo mundo precisa de um serviço:
- você tem uma lógica única, que não existe em nenhum serviço — por exemplo, o post precisa passar pela sua própria rede neural ou pelo seu banco de dados. Se bem que parte dessas tarefas os webhooks resolvem: o CopyPost manda cada post para o seu servidor, e o que fazer com ele quem decide é você;
- os dados não podem sair dos seus próprios servidores por exigências de segurança;
- você já tem um desenvolvedor que vai manter o bot por anos, e um servidor do qual alguém cuida.
Em todos os outros casos — principalmente se você é admin de canal, e não programador — o bot caseiro sai mais caro do que parece na primeira noite: não em dinheiro, e sim em posts perdidos e em tempo.
Como experimentar #
Conecte uma conta no painel do CopyPost pelo QR code ou pelo código do Telegram, escolha de onde e para onde encaminhar e ative as regras de que precisa. O passo a passo está no artigo como configurar a postagem automática em 5 minutos. Três contas são grátis, então dá para comparar com o seu bot sem pagar nada.